Viveiro – 22 de fevereiro de 2013

Casulo da Vovó — Rosana e Lucas

Crianças: João e Miris

trenzinhoJoão e Miris se divertiram muito com um trenzinho. Primeiro, o João sentou no trem e a Miris puxou pela corda; depois, a Miris sentou e o João empurrou. Deram voltas pela casa até cansar.

Passeamos até a casa do Itamar pra comprar aipim pro almoço. Durante o caminho, eles resolveram dar as mãos, e foram assim por um bom tempo!

Chegando lá, subimos com o Itamar até a plantação pra ele tirar o aipim, e depois entramos na casa pra conversar. A Miris bebeu um copão d’água, e entornou um pouquinho no chão. Pedimos um pano de chão e ela secou sozinha, toda feliz. Aí guardamos o pano, e ela começa a pedir “ágo!” de novo. Conhecendo a figura, percebi que ela só queria mais um copo d’água pra entornar no chão e secar de novo!

Colhemos alguns jambus e beldroegas pelo caminho, e couves.e almeirão na horta.

O almoço foi aipim, feijão e um refogado dessas plantas.

Depois do almoço, brincamos com os brinquedos da sala até o fim do viveiro. Eles gostaram principalmente do cubo de encaixar peças. A Miris já está mais sabida desse cubo, porque brinca sempre, então ela mostrou pro João onde encaixa cada peça de formato diferente.

Viveiro – 15 de fevereiro de 2013

Croatã — Luar e Lucas

Crianças: Amora, João, Miris e Apoena

João chegou por volta das 10h. A Amora e a Apoena (que está passando uns dias aqui na Benfica) chegaram um pouquinho depois.

A cada viveiro batendo seu recorde de menos choro quando a mãe vai embora, o João dessa vez não derramou uma lágrima!

A Sabrina, vizinha, também ficou por um tempo brincando com as crianças.

Brincaram com os livros e com os brinquedos. Ficaram bastante tempo na água.

Certa hora, brincamos juntos com a torre de montar. Distribuí as pecinhas entre eles;  cada um deveria encaixar uma pecinha e passar a torre pro próximo. Todo viveiro tentamos brincar juntos com esse brinquedo, mas eles sempre relutam muito em passar pra frente. O João e a Amora passaram tranquilamente, mas a Miris foi mais difícil. Depois de muitas tentativas, pela primeira vez, a Miris passou a torre pro João por conta própria!

O almoço foi: arroz, feijão, couve, taioba e uma experiência com biju (tapioca)  e açafrão. A experiência não fez muito sucesso, mas todas as crianças comeram bastante.

Depois do almoço, assistimos Ponyo juntos. É muito legal ver as crianças que já assistiram algumas vezes cada vez notarem mais detalhes da trama e dos personagens. Como ele é em legendado, nós contamos a história da nossa maneira.

Viveiro – 14 de dezembro de 2012

Crianças:

  • João
  • Luar

Cuidadores:

  • Lucas
  • Miris

A Julie sugeriu que mudássemos a forma dela sair.

Antes, pra evitar a tristeza da despedida, combinávamos pra Julie sair de fininho enquanto o
João estivesse distraído.

Dessa vez, ela preferiu se despedir, mesmo que ele abrisse um berreiro.

E assim foi. Ele chorou bastante, e não queria saber de mais nada. Depois de um
tempo, se acalmou e foi brincar com a Miris 🙂

Tomaram banho de mangueira, brincaram de passar água pra lá e pra cá em garrafas
e potinhos, carrinho, desenhar…

Desenhei uma mamadeira, a Miris viu e foi correndo pegar a mamadeira de água.
Eles dividiram a única que tinha muito bem, dessa vez.

A Luar e eu desenhamos várias frutas, e brincamos de pegar as frutas e dar pra
eles paparem. Desenhamos também uma pedra, uma banana verde e um tomate verde e
ensinando eles que isso não pode comer 🙂

Lemos juntos alguns livros, e eles mesmos pegaram outros pra folhear.

Comeram tapioca pouco depois do João chegar; uma banana durante o dia; e pro
almoço, aipim, arroz e couve. O João não gostou muito da couve, mas comeu bem.

Viveiro – 6 de dezembro de 2012

Hoje tivemos um viveiro de improviso no Ficabem, enquanto o coletivo fazia um mutirão de busca de sítios e pousadas grandes pra alugar na região.

No início, eram João, Maitê e Miris, eu, o Pedro e a Julie.

Eles brincaram com o gatinho, se refrescaram na piscina-bacia, e na casinha-minhocão.

Como o João ficou muito mãezento e a Julie estava ocupada arrumando a mudança, ficaram só as meninas.

Elas brincaram de desenhar no papel, e depois a Miris descobriu que os açaís no chão perto do rio serviam pra pintar a parede… a Maitê aprendeu com a amiga e as duas fizeram arte na parede do Ficabem!

A Miris achou a Maitê muito saborosa e a mordeu uma vez no braço e uma nas costas, deixando dessa última vez uma manchona vermelha feia. Ai ai ai :|

Durante o dia, elas beliscaram banana. No almoço, foi feijão branco com batata, farinha de mandioca, aveia e salsinha, com uma salada de cebola crua, vagem e cebolinha verde. Comeram bem!

Depois que o Gabriel e o Edu voltaram da missão deles, elas tomaram uma bela ducha no chuveiro da sauna e foram brincar dentro da brasília (“bi-bi”) do Gabriel.

Apresentação de Nico – Auroville e Casas na Árvore

Ontem, dia 29 de outubro, tivemos uma apresentação do Nico, sobre sua experiência em Auroville e sobre uma casa na árvore que construiu no Vale do Capão, na Bahia.

14 pessoas escreveram no livro de assinaturas da apresentação, que aconteceu no Ficabem, o restaurante vegetariano e espaço cultural da Benfica.

Confira a galeria de fotos da apresentação alguns slides no final do post.

Auroville

Auroville é uma imensa cidade experimental localizada no sul da Índia. Fundada em 1968, seu propósito inicial é “concretizar a união humana”.

A ideia de Auroville foi concebida por Sri Aurobindo — um guru indiano — e Mirra Alfassa — conhecida como “The Mother”, e planejada por Roger Anger, um arquiteto francês. Foi feito um chamado de voluntários e a cidade foi construída colaborativamente.

Nico morou lá de 2004 a 2011, em diversas partes da cidade — que na verdade é fragmentada em dezenas de regiões interconectadas por trilhas e estradas.

Ele nos contou a história do planejamento e da construção inicial da cidade, os ideais iniciais, a Carta de Auroville, o controverso Matrimandir, um edifício em forma de esfera, folheado a ouro, e que guarda dentro de si uma bola de cristal de 70cm de diâmetro.

Nos contou sobre os aspectos bons e não tão bons assim de Auroville — a ausência de polícia e religião organizada, a “moeda social” virtual que é a moeda corrente de toda Auroville, a crescente desigualdade entre os moradores, a quase ausência de crimes, o fato de que muitas pessoas vêm de fora pra trabalhar em casas e estabelecimentos da cidade, etc.

Nico viu os valores ecológicos de Auroville se desvirtuarem com o tempo: abundância de carros movidos a combustível, construção de casas e prédios de luxo utilizando arquitetura e matéria-prima “tradicionais”, destruição de florestas para construção de estradas, etc.

Junto com outros jovens de Auroville, organizou e participou de diversos protestos pafícicos e hacks em oposição a essa situação.

Nico nos contou sobre uma estrada em particular — a que passaria no meio do Parque Mahakali, onde hoje se encontra o Centro de Jovens. Ela serviria para atender um grande prédio recém-construído nas proximidades.

Ele bloqueou a construção da estrada de diversas maneiras — com monumentos de pedra, plantando árvores cuja derrubada é proibida por lei, literalmente enfiando um carro no meio do caminho…

Também colaborou para a construção e decoração de uma trilha alternativa por dentro do parque — uma que comportasse bicicletas e animais, mas não carros.

Centro de Jovens – Youth Centre

Entrada do Centro de Jovens – Crédito: Auroville Wiki

Nico atuou como coordenador do Centro de Jovens (Youth Centre) de Auroville, uma minicidade fundada e mantida por jovens.

Segundo a Auroville Wiki, o Centro de Jovens — ou Peaceful City — é “um lugar onde jovens de todas as idades e origens podem se reunir coletiva e construtivamente pra relaxar, trabalhar, aprender e brincar em um ambiente seguro e voltado à natureza, longe das limitações da família, escola, e a sociedade estruturada em geral.”

Ele nos contou sobre sua experiência nesse ambiente de convivência coletiva, que era inicialmente uma resposta à burocracia e aos conflitos cada vez maiores em Auroville. Nesse contexto, o Centro de Jovens surgiu como um espaço aberto e experimental.

Casas na árvore

A casa que Nico construiu no Vale do Capão
Créditos: Nico

Ao longo dos anos, várias casas na árvore foram construídas no Centro de Jovens colaborativamente.

Em 2011, Nico veio para o Brasil, e com o conhecimento adquirido em Auroville construiu profissionalmente uma casa na árvore no Vale do Capão, Bahia.

Arquiteto de formação, Nico se distanciou da arquitetura tradicional, com concreto e tijolos, tendo interesse por maneiras mais ecológicas de construção — baseado nas características e necessidades do local.

Ele construiu a casa durante um período intermitente de cerca de 9 meses — no início sozinho, no final com a ajuda de voluntários e um amigo também ex-morador do Centro de Jovens.

A casa possui três andares, banheiro, caixa d’água e painel solar — que alimenta com energia um laptop, a bomba de água, luzes e alguns outros aparelhos.

Nico construiu a casa respeitando a árvore — nenhum prego foi enfiado nela, apenas na madeira de construção.

Ele nos contou, através de fotos, o processo de construção e as lições aprendidas — fazer casas mais leves, evitar materiais retilínios, ângulos retos e medidas precisas, usar as melhores ferramentas possíveis, ter alguém que saiba identificar árvores, entre outras.

 

 

Galeria de Fotos

Créditos das imagens:

  • Fotos da apresentação: Coletivo Vagalumis
  • Slides da apresentação: Nico
  • Foto da entrada do Centro de Jovens: Auroville Wiki

Mutirão – 24 de outubro de 2012

 

  • Local: Casulo da Vovó (casa da Rosana)
  • Presentes:
    • Nenéns
      • João
      • Miris
      • Maitê
    • Adultos
      • Daniel
      • Gabriel
      • Julie
      • Laura
      • Luar
      • Lucas
      • Pedro Papaco

Começamos o mutirão por volta de 10:00h, depois do café de pão-de-quê (inhame, arroz, couve, salsinha) e vitamina (mamão, limão, banana, laranja, abacate, folhas do quintal).

O plano era conversar como nos organizaríamos para montar uma ecovila. A possibilidade disso acontecer é grande, então queríamos ver juntos quais seriam as ideias pra esse empreendimento.

Mas… como ontem os vizinhos presentearam a gente com três cachos enormes de juçara, mudamos pra mutirão de fazer açaí!

Na noite anterior, tiramos as frutinhas maduras do cacho e deixamos pernoitar de molho.

Durante o mutirão, pilamos o açaí e passamos em uma peneira, pra tirar a polpa.

As crianças, o chão, as mãos, tudo ficou roxo, lindo!

Engarrafamos toda a polpa pra depois congelá-la, porque ninguém vai dar conta de tanto açaí antes que estrague…

Tomamos o açaí com mamão, lima, limão, tudo orgânico, e almoçamos juntos — ervilha, batata e abóbora orgânicas, couve da horta e um empadão de aipim com adivinha o quê? AÇAÍ, claro!

Extraímos sementinhas de urucum de um pé que tem no sítio Arco-Íris e uma parte vamos deixar de molho em óleo de palma, pra fazer tinta pra pele, e outra parte vamos pilar e fazer pó pra usar na comida!